Pular para o conteúdo principal

História do Forró

Quem diria que um dia veríamos os jovens das grandes cidades brasileiras, acostumados a idolatrar artistas estrangeiros enlouquecidos por causa de um ritmo que até pouco tempo atrás sofria grande preconceito.....Pois, é isso o que está acontecendo com o forró, essa mistura “ altamente inflamável” de ritmos africanos e europeus que aportaram no Brasil no início do século. O nome “forró” já é controverso, pois, há quem diga que vem de “ for all” (em inglês “ para todos”) e que indicava o livre acesso aos bailes promovidos pelos ingleses que construíam ferrovias em Pernambuco no início do século; no entanto, há quem defenda a tese de que a palavra forró vem do termo africano “forrobodó”, que significa festa, bagunça. E se a própria palavra possui esta dupla versão para seu significado, imagine os ritmos que compõem o forró ! São tantos e tão diferenciados, que não deixam dúvida sobre de onde vem a extrema musicalidade do forró. Afinal, uma música que tem entre suas influências ritmos tão diversos como o baião, o xote, o xaxado, o coco, o vanerão e as quadrilhas juninas, só poderia mesmo originar uma dança que não deixa ninguém parado.
O baião, por exemplo, era dançado em roda e nasceu no nordeste do Brasil no século XIX.
Já o xote, tem sua origem no final do século XIX e é um ritmo de origem européia que surgiu nos salões aristocráticos da época da regência. E por aí, vai.
Mas, se são muitas e diferenciadas as influências musicais que deram origem ao forró e se há controvérsias quanto ao surgimento da própria palavra, há um ponto no qual todos concordam: se não fosse Luiz Gonzaga, o forró não teria caído no gosto popular e não seria o sucesso que é hoje. O “Velho lua”, como era conhecido, foi quem tirou o forró dos guetos nordestinos e apresentou-o para o público das outras regiões do país. Isso aconteceu em 1941 quando ele se inscreveu e venceu um concurso da Rádio Nacional que procurava novos talentos. Mas, antes de tocar no rádio, o Velho Lua amargou uma fase de pouco dinheiro e prestígio, animando a noite em prostíbulos e bares do Rio de Janeiro.
No entanto, depois de vencer o preconceito do diretor artístico da rádio, que o proibia até de usar as roupas típicas do caboclo nordestino e que seriam depois sua marca registrada, Luiz Gonzaga, foi aos poucos conquistando o país inteiro com seu forró. Por essas e outras, Luiz Gonzaga ficou conhecido nacionalmente como o “ Rei do Baião” consagrando de norte a sul do país e até no exterior, este ritmo que atualmente esquenta as noites de 9 entre 10 capitais do Brasil. Atualmente, o forró está novamente no auge do sucesso e vem conquistando adeptos entre os jovens e adolescentes de todo país. Esta procura por um ritmo que até pouco tempo, era visto com preconceito, está novamente mudando “ a cara ” do forró.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cálculo Modular de Notas e de Intervalos Do ponto de vista numérico-matemático, uma nota musical pode ser representada por um determinado número inserido num universo ilimitado de números. Se a nota Dó central, por exemplo, arbitrariamente ocupar a posição 60. Este universo pode ser dividido qualitativamente num universo ideal, no nosso caso, em função do número de partes da divisão do  diapasôn  (da oitava justa). Por exemplo, utilizando a nossa escala cromática o universo ideal seria a divisão duodenária (12) e a representação dos números a seguinte: o número 0 (zero) a nota Dó; o número 1 (um) a nota Dó# ou Réb; o número 2 (dois) a nota Ré; o número 3 (três) a nota Ré# ou Mib; o número 4 (quatro) a nota Mi; o número 5 (cinco) a nota Fá; o número 6 (seis) a nota Fá# ou Solb. o número 7 (sete) a nota Sol; o número 8 (oito) a nota Sol# ou Láb; o número 9 (nove) a nota Lá; o número 10 (dez) a nota Sib ou Lá#; o número 11 (onze) a nota Si; O próximo ...

O Que é Discografia ?

o disco de vinil, normalmente chamado de "disco", a mídia dominante das gravações sonoras da maior parte do século 20. o sufixo  -grafia , que significa algo que seja escrito (veja também autobiografia, grafologia e alguns outros). Uma lista de todas as gravações que um músico ou cantor possui também pode ser chamada de "discografia". Adicionalmente, discografias podem ser compiladas baseadas em apenas um gênero musical ou selo de gravação, etc. O termo "discografia" foi popularizado nos   anos 30   por colecionadores de gravações de   jazz . Fãs de Jazz pesquisavam e publicavam discografias sobre quando as gravações de jazz foram feitas e quais artistas estavam presentes naquela gravação, já que as companhias de gravação normalmente ainda não incluíam essa informação nas gravações naquela época.

O Que é um Riff ?

Riff... palavra sem tradução na língua portuguesa. Talvez porque não precise de uma: o som rasgado do R, o suave intervalo do I, a dupla faísca do F no final... pronto, está dito. Quatro letras que sintetizam ao máximo aquilo que descrevem. Já reparou que não existe uma riffologia por aí? Acontece que não há muito como escrever sobre esses “caras”. Riffs falam por si, numa linguagem tão direta que dispensa palavras. Afinal de contas: o que é um riff? Há duas maneiras de responder: 1. Você pode tentar com seu melhor repertório de jargões: base, frase, acordes de fundo, linha de guitarra, “batida” da guitarra, palhetada, etc. Talvez você precisa de vocábulos mais intimidadores, como ostinato. Algo do tipo “sequência de notas da guitarra rítmica” pode causar um efeito interessante. Se não for suficiente, procure um dicionário e saia à caça de mais floreios. 2. Esqueça os idiomas oficiais e apenas cante. As primeiras quatro ou cinco notas de Smoke on the Water ba...